quinta-feira, 19 de junho de 2014

Books Books Books!

"So many books, so little time" Frank Zappa.

Eu leitora!

Sou uma leitora compulsiva. Descrever-me como leitora? Quando andava na escola o meu pai foi chamado à escola… acusação? “A sua filha lê demais. Vai à biblioteca dois em dois dias e lê nos intervalos, devia falar com ela!” O meu pai contou-me esta história anos mais tarde, já eu era adulta. O meu primeiro livro intitulava-se “Flo mit guter Laune” de Wilhelm Topsch, tinha cinco anos. A história de Flo é uma narrativa maravilhosa de um menino que espalha alegria pela cidade. Ainda hoje quando estou triste releio algumas páginas deste livro.

Palavras, sentimentos ou livros? Nunca sei!!

Palavras, sentimentos ou livros? Nunca sei!! Por vezes vou no carro a ouvir canções que mexem com o meu interior... não necessitam de ser músicas profundas e cheias de sentimento, quando digo "mexer com o meu interior" estou a ser literal, ou talvez não! Mexer o corpo para não sentir nada mais para a além do som, nada mais do que isso. Depois, estupidamente quando estaciono baixo o som, como se as notas musicais tivessem qualquer interferência na minha capacidade de estacionar um veículo. Quando procuro algo lugar e vou de carro também baixo o som do rádio, faço-o sempre e acho sempre que estou a ser ridícula! Penso muito quando conduzo, acho que muitas pessoas pensam, pensam no dia, nas tarefas a cumprir, eu penso que livros e histórias. Actualmente não, mas à dois, três anos atrás e tinha todos os dias ideias para escrever uma história. Algumas guardei-as,poucas (só duas) e o resto perdeu-se para sempre. Talvez as histórias tenha sido um momento breve e suave, uma brisa só porque sim. Se nada é por acaso estas histórias morreram no dia em que nasceram porque assim tinha de ser. Li algures, ou poderá ter sido num filme, as que na boca de Virginia Wolf, George Sand que os melhores livros vivem na nossa mente, as palavras que coloco na boca célebre pode ter sido um devaneio da minha mente doente.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Parece estranho, mas ao mesmo tempo bem claro, esperar o que nunca virá é viciante, cansativo. Os dias passam e dou por mim a estranhar um dia sem dor. O hábito do sofrimento entranha-se, fica preso. Quando sinto dor adapto-me, aconchego-me na sua vibração e espero que amanhã será melhor.

Estranho é o momento
Caso
Acontecimento!
Estranho é a leveza,
Sorriso
leveza!
Por aqui tudo igual
Banal?
Talvez?
Quem sabe?
Estranho é o dia
Que espero sem lá chegar
Alcançar
Parar.
Perdidos nos nossos pensamentos incompletos e vazios de sentido. Nada é tão simples assim e nada é tão complicado. Simplificar com valores e sentimentos puros leva-nos a um caminho inquieto mas tranquilo. Falar é fácil mas muitos vezes necessário! - Isabel Miguel.

segunda-feira, 18 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

Incessante

Incessante!

Incessante é a dor que  sinto,
o mal estar constante.
Incompreensão
Uma solidão recheada de vozes.

Pela primeira vez desde do diagnóstico sinto o mal estar e a dor constante que enubla os meus pensamentos, os meus membros, a minha vontade e o meu pensamento. Levantei-me para tomar um banho de água bem quente na esperança que a temperatura anestesiasse o corpo. Ninguém entende porque não se vê, não sangro, não incho, não estou deformada. Ninguém entende e quem finge entender acusa a dor como sendo uma escolha.

Começa hoje My immortal Beloved. O meu amor imortal pela vida sem dor, pelos pensamentos leves, felizes. Começa hoje a partilha de mim!