terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nem sempre!

Nem sempre as coisas são sentidas com a profundida devida.
Nem sempre as coisas que não deveriam ser sentidas têm profundidade a mais.
Nem sempre, mas não mando no coração, nem nos sentimentos.
Nem sempre espero o que acontece, nem sempre espero que assim seja, nem sempre perco a esperança, nem sempre, mas por vezes é!
Acredito sempre nas pessoas.
Acredito que as coisas são boas.
Acredito que o bem é bom.

Acredito, mas nem sempre é assim.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A dor na minha vida

A dor na minha vida é isso mesmo, parte da minha vida, como um braço, uma perna, uma pessoa que conheça, simplesmente faz parte de mim e ponto final. A incompreensão das pessoas que rodeiam alguém com dor crónica e incrível, hoje em dia penso que é pior ainda, porque as pessoas irritam-se com as fragilidades das outras pessoas, irritam-se com o sofrimento, irritam-se com a agonia, dor e lágrima do próximo. A intolerância que as pessoas sentem por alguém em profundo sofrimento é algo de incompreensível para mim, as pessoas não gostam dos mais frágeis, irritam-se, é um facto! Porquê? Não sei, e sinceramente já não quero saber, alguém incapaz de sentir pelo próximo compreensão só porque a pessoa sofre... isso tem alguma explicação possível? Sim, as pessoas podem ter medo que necessitemos de ajuda, que um dia telefonamos e digamos "Podes ir comigo aqui ou ali..." ou "Preciso de ajuda...", pois não, nos livre de pedir ajuda a alguém...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Hábitos das pessoas emocionalmente inteligentes

Hábito 5 – Conserve o contacto
"Só porque um relacionamento chegou ao fim, não significa que a ponte precisa ser destruída. Mesmo que um acordo ou sociedade acabe de forma amarga, pessoas emocionalmente inteligentes se esforçam para manter uma conexão positiva. Nunca se sabe quando você vai encontrar seu ex-sócio, ou pior, precisar dessa pessoa no futuro".
Eric Schiffer



O texto de Eric Schiffer indica, tal como ele refere ao longo do seu artigo, que estes hábitos devem se cultivados também na vida pessoal. Este assunto é de particular interesse porque tenho vivido a rotura da “ponte” em diversas ocasiões.  As pessoas optam por saírem da nossa vida por completo, talvez porque seja mais fácil iludir a vida. O não encarar as nossas escolhas pessoais parece ser mais fácil do que assumir o nosso erro, corrigi-lo e depois seguir em frente mas com a ponte intacta e não completamente destruída. Um relacionamento pode não durar toda uma a vida inteira, não significando, no entanto, que as pessoas envolvidas se devam tornar inimigas. Maioritariamente a cisão entre as pessoas acontecem por motivos diversos, desde do mal-entendido à falta de diálogo. Não deverá existir assim um meio para que esse relacionamento possa ser reatado ou para que o “luto” aconteça com dignidade? Schiffer menciona "Quando a ponte ainda está disponível, mais oportunidades para melhorar suas experiências irão aparecer". 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O clique doloroso


Ontem acordei e senti um clique, entendi que aquela mágoa tinha chegado ao fim, não havia lágrimas invisíveis, nem palavras não ditas para proferir. Pensei nas frases sábias de amizades cruas e quando pus os pés fora da cama estava mais leve, a roupa não me apertava as entranhas e os botões não mordiam a pele das minhas costas.

Hoje ia a ouvir os Spandau Ballet, aparentemente com uma música que nada tem a ver “I’ll lfy for you” e lá senti a volta final do clique que tinha começado ontem. A rotação derradeira dos meus sentimentos aconteceu, estava tudo diferente, mas no fundo também estava tudo igual, estava a chover e quando pensei na dor que poderia causar a ausência analisei e afinal não era nada.


O clique doloroso terminus de algo na nossa vida é assim… faz clique…dói…mas depois passa.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coisas nas quais acredito



Acredito no amor de mãe e de pai.
Acredito no amor de tia, tio, avós, primas e primos, não todos, mas existe, em algumas dessas pessoas no seu estado mais puro.
Acredito que há pessoas boas e pessoas más, mas tenho o desejo mais profundo que as primeiras sejam em maior número do que as segundas.
Acredito na gratidão e na falta dela, na amizade pura e naquela que atua por interesse.
Acredito que as notícias existem para me deprimir e não informar. Quero acreditar que nem sempre é assim!
Acredito que a noite deve ser pureza, amor e luminosidade interior, mas por vezes os meus olhos não deixam de pensar.
Acredito nas críticas construtivas, nas opiniões bem-intencionadas.
Acredito nas pessoas que usam a sua posição para rebaixar e humilhar cruelmente o próximo, mas preferia não crer.
Acredito no amor, na amizade, em bons corações e bons atos.
Já senti e sinto o amor, a amizade, bons corações e bons atos, mas depois surge sempre algo que temporariamente destrói a minha confiança nestes sentimentos.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O meu momento incolor



O momento incolor é quando deixas de ser pessoa e passas a ser um empecilho! Na verdade já tive muitos momentos incolores e sempre que desenvolvo algo, julgo que não voltarei a sentir a ausência de cor em mim. Já devia ter aprendido, mas de não sei bem porquê continuo a acreditar.
Passo a ser incolor quando estou a mais, sou chamada para me juntar mas após momentos iniciais passo a ser transparente, não há palavras, gestos, estou ali e quase como uma obrigação é meu puro dever aceitar ser translúcida, não-gente, acessório temporário. Sou o chamado pau-de-cabeleira sem ser para namorados.
A viver nesta incerteza da bondade verifico que sou realmente um espelho dos tempos, descartável, bem, se fosse um telemóvel, androide ou iPhone não correria esse risco… não, ser um instrumento das novas tecnologias também não é fiável, há sempre as evoluções e últimos modelos, por isso ia parar ao mesmo. Talvez seja o meu papel no mundo ser a bengala temporária de alguém.
O meu momento incolor é aquele exato momento em que alguém deixa de precisar de mim e passo a ser algo que passou.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Intolerância à Lactose + Intolerância à maldade = Intolerância à estupidez


Pelos visto tornei-me uma intolerante quando o nosso objetivo de vida visa a melhoria contínua do ser humano. Na verdade, não sei explicar tudo isto, mas julgo que a minha intolerância à lactose está estreitamente ligada à minha intolerância à maldade, e tal como a idade que avança, a lactose é também cada vez mais uma “persona non grata” do meu corpo. 
Aos dezoito anos apercebi-me que era intolerante a produtos feitos à base de leite, nunca tinha dado conta, mas a dado momento o mal-estar após o pequeno-almoço era tanto que deveria haver uma razão, e havia, eu é que nunca tinha ouvido falar em tal coisa, tinha entrado para a faculdade e era uma ingénua. Bem, ao longo dos anos fui suportando esta pequena “pena”, porque considero que um belo copo de leite frio e uma deliciosa fatia de bolo de chocolate são, sem sombras de dúvida, a momento perfeito na vida de qualquer um. E depois existe ainda a mesa de queijos nos casamentos, sábado passado estive a tentar domar essa paixão, a mesa de queijos venceu e quinze minutos mais tarde a minha barriga transformara-se numa bela barriga de grávida, com o vestido apertado lá dei meio pezinho de dança, literalmente dez segundos e meios porque o bebé feito de queijo da serra e brie não permitiu mais do que isso. 
Aos 42 anos descobri que era intolerante à maldade, tudo o que tem como base ingratidão, crueldade, crueza, desumanidade, maldade, malvadez, crueldade etc. e tal. Decifrar este sentimento não é fácil, mas subitamente dei por mim a ganhar umas borbulhas, exprimir gargalhadas súbitas, as tentar controlar a tendência de sarcasticamente declarar o que sinto no Facebook e depois há as borbulhas… A ligeira borbulhagem deve ter origem nas palavras que tanto quero dizer e não posso, não devo! Assim, inesperadamente na minha mente sinto que o ser humano não é todo mau, e claro que não é, nem todos são a Madre Teresa de Calcutá ou Gandhi, pronto, está bem, o Ricky Gervais, mas a maioria deixa muito a desejar à humanidade. Estou um bocado intolerante, eu sei, mas quando vejo a ingratidão e a maldade pura, desculpem lá mas não dá mesmo para ser boazinha a toda a hora. Haja Santa paciência! 
Agora compreende-se certamente a minha mini revolta! Não posso beber leite glacial com uma voluptuosa fatia de bolo de chocolate e depois ainda há a outra parte que nos entristece pois sentimos a ingratidão e solidão na pele. Parece que a história do “recebemos aquilo que damos” é uma real treta, desculpem lá o meu francês.